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O medo
Imagine como seria a vida se não tivéssemos medo
ou ansiedade.
O medo é o mecanismo de proteção que nos avisa
quando há perigo e nos motiva a agir para nos proteger, nossos
entes queridos, nossos bens. Ele nos adverte para não tocarmos
em animais desconhecidos, não falarmos com estranhos, ou
dirigirmos sem atenção, etc. A ansiedade nos adverte
para prepararmos bem um trabalho, pagarmos as contas dentro do prazo
e obedecermos às leis. Mas, às vezes, ficamos alarmados
com coisas que não precisamos temer, como uma sombra, alguém
não gostar de nós ou mesmo com nossos pensamentos.
Quando a mente registra o medo, o corpo - que por si não
pode diferenciar um medo real de um imaginário - reage para
nos proteger. Quando sentimos medo nossas pupilas se dilatam, dando
uma visão mais clara; nossas mãos e pés ficam
frios enquanto nosso fluxo sangüíneo é redirecionado
dos membros para os órgãos centrais e nosso batimento
cardíaco dispara enquanto o aumento de adrenalina nos prepara
para agir. Nosso mecanismo de atenção torna-se altamente
seletivo e concentrado, permitindo-nos reagir da maneira mais eficaz
àquilo que nos ameaça, mesmo que seja apenas um sentimento
de ameaça.
As sensações experimentadas durante um ataque de
pânico não são reações fora de
controle e defeituosas. São respostas adaptativas, auto-protetoras
a percepção de uma ameaça de perigo. Faz sentido
que o corpo ao receber uma mensagem de que está em perigo,
se prepare para uma ação imediata.
Você pode não ter escolha em relação
ao sentir o medo ou não, mas pode escolher como reagir a
ele. Você pode pensar sobre o medo e concentrar-se nele, o
que o tornará ainda maior. Ou pode concentrar-se em outra
coisa afastar sua atenção, fazendo algo muito concreto
como: tocar alguma coisa, contar de três em três em
ordem decrescente, a partir de cem até chegar a zero; olhar
para o chão e contar riscas, etc. Concentrar-se e realizar
uma tarefa no presente em vez de pensar nos “e se...”
os perigos imaginários no futuro.
Por isso é importante reconhecer as sensações
físicas que surgem em resposta ao recebimento de uma mensagem
errada por seu corpo e corrigir o processo de medo/pensamento, que
lhe dá aquela informação equivocada de perigo
sem que haja de fato motivos para isso.
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