Disciplina - Um desafio para os pais

Exercer a disciplina é guiar a criança quantos aos seus comportamentos, fazendo um ajuste dos limites com bom senso. Inicie explicando as regras e oriente como obter o comportamento adequado. Você deve intervir sempre que necessário para desencorajar ou estimular certas atitudes.
A criança deve ter a noção, extremamente importante para a sua vida no futuro, que todas as atitudes produzem uma conseqüência. Mesmo que o comportamento dos filhos seja irritante, os pais devem se controlar e não reagir de maneira impulsiva ou agressiva.

A frustração é essencial para a formação do caráter e da aquisição das habilidades necessárias para ter sucesso na vida. Quando a criança experimenta desde cedo essa sensação, poderá aprender a tolerar e adquirirá capacidade para superar as dificuldades. Desenvolve a perseverança, porque leva a criança a fazer novos esforços quando as coisas não saem como se esperava. As pessoas mais bem sucedidas são aquelas que as coisas não foram fáceis.
Ensine a noção de conseqüência obrigando-o a retificar o que fez. Ele deve pedir desculpas , usar as palavras educadamente, limpar o que sujou e ajudar a consertar o que quebrou.
Em vez de ficar só recriminando a atitude errada da criança, aproveite um momento de tranqüilidade para conversarem sobre as atitudes mais adequadas para a situação que gerou o problema.

Xixi na cama

Existe um período, até dos 5 anos, que ainda é considerado normal a enurese. Fisiologicamente a maturação do organismo varia de criança para criança. Portanto antes dos 5 anos não fique tão preocupada com a enurese. Após esse período é importante fazer uma avaliação médica para descartar qualquer possibilidade de problemas de saúde. Na maioria das vezes o problema é apenas psicológico, em decorrência de sentimentos de ansiedade, medo de represálias dos pais, brigas entre os pais, ciúme de um irmão, medo das provas escolares, etc. O importante é não punir a criança, e não ridicularizá-la. Ao constatar que a criança fez xixi na cama, limite-se a pedir que ela retire os lençóis e leve-os até a lavanderia. Peça que tome um banho e diga que hoje ela não conseguiu se controlar, mas você tem certeza que logo conseguirá. Não com! ente mais o assunto. Procure saber se algo a está perturbando, e acalme-a com muito carinho e tolerância. Não esqueça que ela não age assim por vontade própria, mas por motivos que ela ainda não consegue administrar. Dê apoio e verá os resultados.

Roer unhas

O hábito de roer unhas é um comportamento que revela nervosismo e funciona como um meio de aliviar a tensão.
O que a princípio é apenas uma forma de relaxar passa a ser um hábito que se torna mais difícil de abandonar quanto mais antigo se torna.
Evite chamar atenção e brigar. A famosa frase: “tire a mão da boca” ,não funciona , pelo contrário, esta atitude só reforça o comportamento indesejado e deixa a criança mais irritada e nervosa.
Converse com a criança e explique por quê gostaria que deixasse o hábito de roer unhas.

As crianças costumam imitar os adultos, portanto, observe se alguém que convive com a criança também tem o hábito de roer unhas. Ela poderá estar sendo um exemplo.

Distraia a criança com outra atividade que ela tenha que usar as mãos: pintar, bater palmas, mexer com água, etc. Procure saber o que a deixa ansiosa ou preocupada. Caso ela não consiga definir, observe o que a deixa nervosa. Brinque de manicure, cortando as unhas, lixando, e ressalte como os dedos ficam bonitinhos quando as unhas são cortadas.

Sucesso escolar Aprendizagem

Ensine ao seu filho que aprender é divertido As conversas do dia-a-dia, mesmo quando as crianças ainda são bebes, ajudam a descobrir coisas do mundo e despertando a curiosidade. Desperte-o através dos jogos, quebra-cabeças e todo o material de sucata que a criança puder manipular ao seu lado, estimulam ao desenvolvimento infantil. As massinhas oferecem muitas possibilidades criativas de jogos e brincadeiras.


É através do jogo que a criança cresce e se desenvolve. A leitura é fundamental para estimular e desenvolver a inteligência da criança. Quando colocar seu filho na cama para dormir, leia uma historinha e peça para ele contar o que entendeu. Desta forma você trabalha a criatividade, atenção, vocabulário. Conforme ele cresce vai adquirindo com este exercício uma capacidade maior de ler e inventar suas próprias histórias auxiliando inclusive na redação no futuro.

Brigas

Disputas entre irmãos são normais ( desde que sem agressividade física) e fazem parte do desenvolvimento da personalidade.
Quanto menor a diferença de idade maior a chance de conflito por que disputam as mesmas coisas por terem interesses semelhantes
A partir dos 12 anos as brigas tendem a diminuir por que os adolescentes descobrem e ampliam sua vida e interesses fora do lar.

Quando houver um conflito:

Deixem que discutam enquanto não houver agressão física nem ofensas verbais. Quando se agredirem verbalmente ou quase chegando a se bater, seja firme, sem gritar, e separe-os em ambientes diferentes. Quando estiverem mais calmos chame-os para uma conversa. Tente descobrir quem agrediu primeiro, e tome a atitude demonstrando que não admite esse tipo de agressão. O castigo de ficar isolado sem distração durante alguns minutos ( a medida usual é: a cada ano de idade 2 minutos de castigo ) pode ser suficiente para a correção do comportamento inadequado.


O que fazer quando os irmãos não se entendem na hora de dividir a mesma tv, vídeo-game, brinquedo?

Procure manter a calma e diga que se não chegarem a um acordo você irá decidir o que fazer. Caso seja necessária essa intervenção você pode estipular um tempo, para que cada filho possa utilizar o objeto que foi o motivo da discórdia, durante o período que foi determinado.

Brinquedos adequados

Morder e bater

É comum a criança até os 3 anos morder ou bater para tentar expressar o que sente ou deseja quando é contrariada ou frustrada em suas expectativas. Como nesta fase a criança ainda tem dificuldade de falar o que deseja, passa a ter comportamentos agressivos para impor as suas vontades. Embora o comportamento seja comum, não quer dizer que deva ser aceito. A intervenção tem que ser imediata. Você deve deixar claro que não admite esta atitude de agressão. Não permita que a criança bata em você ou nos amigos.

Intervenha com firmeza. Dizer não para o seu filho é um dever para ser exercido sem culpa.
Seja firme, mas não bata ou morda por que você estaria ensinando a criança a agir da mesma forma.
Você é o exemplo que ela irá seguir.
Nunca ameace se não consegue cumprir ( “você vai ficar sem brincar uma semana!”.Na primeira meia hora você já estará desistindo da idéia. Faça cara de bravo e diga em voz baixa que não gosta que ela bata ou morda alguém. Segure firme sua mãozinha e diga como ela poderia ter conseguido o que desejava de maneira adequada. Se ela não conseguir se controlar diga que ela chute uma almofada ou uma bola, mas nunca uma pessoa.

Caso repita o comportamento, coloque-a de castigo numa cadeirinha, num local que ela não tenha nada para se distrair: brinquedos, tv, atenção das pessoas, para que ela possa refletir, por um tempo compatível com idade.(para cada ano, 2 minutos de castigo), o que fez de errado. Deixe claro, quais foram os comportamentos que desencadearam o castigo.

O castigo por si só não corrige o comportamento. Para desenvolver a sociabilidade e o amadurecimento a criança precisa se sentir amada. Portanto, elogie sempre que puder o seu comportamento. Incentive com elogios, os comportamentos adequados que a criança tiver com seus amiguinhos ou com parentes. Reserve alguns momentos por dia para conversar e acariciar a criança mostrando que a ama.

Fazendo amigos

É muito importante que os pais estimulem a socialização das crianças, para que façam amigos com facilidade pelo resto da vida. A escolinha maternal já auxilia no processo de socialização.As crianças gostam naturalmente umas das outras, e se aproximam mesmo conhecendo-se á pouco tempo.
A partir do segundo ano a criança já está preparada para conviver na escolinha com outras crianças, e é um bom momento para ensinar seu filho a partilhar. Deixe que resolva sozinho, suas diferenças com os outros, intervindo só quando houver agressividade física.
Se ainda assim tiver dificuldade de socializá-la coloque-a num esporte em que tenha que agir em equipe.

A mentira

Existe um período do desenvolvimento humano, entre os 3 e os 7 anos de idade, que a confusão entre a fantasia e a realidade é normal. Na maioria das vezes, a "imaginação fértil" das crianças indica um crescimento saudável, Quando a criança conta uma fantasia, uma coisa não verdadeira, mas gratuita que não perturba nem protege ninguém, isto é uma simples invenção. Só exige a atenção dos pais e o combate as mentiras, quando elas tiverem o objetivo claro de fugir da responsabilidade e de não enfrentar certas situações. Muitas vezes as crianças mentem de propósito, com o objetivo de prejudicar alguém, especialmente se estão vivendo um momento difícil, como a separação dos pais. Podem, por exemplo, inventar que a nova namorada do pai brigou com elas, só para provocar a reação dele - uma tentativa ingênua de vê-los juntos novamente. A principal dificuldade é identificar quando estão dando asas à imaginação. O melhor é ouvir a história e depois de algum tempo pedir que a criança conte novamente como tudo aconteceu e comparar as versões.

Numa idade mais avançada, ali pelos 10 anos, o emprego bastante freqüente de histórias fantasiosas, entretanto, pode revelar um problema sério a ser diagnosticado como “mitomania”, tendência doentia a mentir. Um dos indícios é a permanência do "amigo imaginário", uma criação típica da faixa pré-escolar que tende a desaparecer com o convívio com outras crianças.

Já os adultos, utilizam mecanismos sofisticados da inteligência, para tentar esconder aquele traço da personalidade que não os agrada. Muitos mentem para não parecer frágeis e inferiores diante daqueles que julgam fortes, para impressionar com aquele jeito fingido de ser – mas que parece verdadeiro. Desejam evitar um conflito, por acreditar que serão desaprovados, ou simplesmente para evitar comentários e serem deixados em paz. Essa é a mentira defensiva, que serve de armadura contra a ridicularização, as críticas e o julgamento alheio.

Torna-se uma mentira perversa quando é premeditada para prejudicar outras pessoas, com intenção de tirar proveito de uma situação, e/ou, uma forma de não assumir a responsabilidade dos seus atos. Em ambos os casos, existe um elemento em comum: muito medo diante da rejeição do outro. Havendo continuidade desse comportamento, deve-se iniciar um tratamento psicológico.

Como agir com a mentira infantil?

Não chame a criança de mentirosa. Isso só reforça uma imagem negativa e a continuidade do comportamento inadequado.

Explique com calma as conseqüências negativas de uma mentira com exemplos práticos. Se prejudicar alguém, deixe claro porque é errado fazer isso e se ela gostaria que alguém agisse assim com ela.

Não grite com a criança para obrigá-la a dizer a verdade. Isso só a intimida mais.

Se suspeitar que a criança está mentindo faça perguntas genéricas. Como foi o passeio? Estava bom na escola? Depois de algum tempo volte a fazer as perguntas e compare as respostas.

Castigá-la duramente não é a melhor tática. Só fará com que minta mais para fugir da punição. Sua reação deve ser firme, mas controlada, sem agressividade.

O exemplo dos pais é fundamental. Nada de mentirinhas úteis: “Diga que a mamãe não está”, “Fale que estou tomando banho”. Não minta e nem peça para seu filho mentir.

Ciúme entre irmãos

A maioria dos pais pergunta: “Qual a melhor forma de agir para evitar o ciúme entre os irmãos?”

Eu digo sempre que evitar é impossível, mas podemos minimizar e manter sob controle esse sentimento através de algumas condutas: Seu filho precisa ter a certeza que pode procurar os pais para desabafar, reclamar, e buscar a compreensão dos seus sentimentos, sem ter o risco de perder o seu amor. Esclareça ao seu filho que é normal sentir emoções negativas (raiva, inveja, agressividade, etc), mas é errado transformar esse sentimento em comportamentos ou em palavras prejudiciais aos outros. Portanto, quando um dos filhos diz : “ -Odeio minha irmã!”, não adianta tentar reprimir esse comentário dizendo que “isso é muito feio”, que “irmão deve sempre gostar do outro irmão”. Todos temos variações de humor e sentimentos. Isso é normal e ninguém é mau por isso. O importante é ressaltar que: “sentir é aceitável, porém descarregar de maneira prejudicial não é permitido”.

Demonstre como pode manifestar seus sentimentos negativos sem usar a força física ou palavras ofensivas. –Você está! com muita raiva, pode ir para seu quarto se acalmar. Se quiser, escreva o que está sentindo e depois rasgue, fale sozinho com seu travesseiro, bata no travesseiro, ouça música, etc.

Nunca compare um filho a outro. Essa atitude desenvolve um sentimento de competição pelo amor dos pais que gera conflitos e distancia os irmãos.

 
 
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Última atualização em fevereiro/03.